Sabe aqueles sonhos que a pessoa
tem que tá peladão no meio da escola, o garotão chega ao colégio só de mochila
e nota o ocorrido quando já não dá mais pra voltar, vivendo a angústia de não
ser descoberto, se embrenhando por entre as moitas, num sofrimento que costuma
despertá-lo do sono? Pois bem, eu já tive muito sonho desse tipo, acho que deve
ser vergonha de me verem nu, talvez por ser um jovem humilde no tocante às
minhas características referentes à projeção horizontal, tendo, em momentos de
frio, o desenvolvimento capilar pubiano levemente superior à estrutura fálica
que protege, me obrigando a podas regulares a fim de manter viva minha
autoestima.
É bem verdade, contudo, que por
diversas vezes bradei em alta voz: “por R$ 100,00 eu corro nu pelo pátio”, logicamente
isso numa época onde esse montante era dinheiro e um garoto de quatorze anos
era considerado milionário se tivesse na carteira quantia suficiente pra pagar
o lanche dele e do melhor amigo na hora do recreio, nada que passasse de R$
1,00 o hot com refri. Mas é
interessante observar que muitas vezes mudamos nossos “valores” por
determinados valores. Afinal de contas, dependendo do valor, vale até amor
verdadeiro.
Existem poucas coisas mais
enriquecedoras que viajar, conhecer novas culturas, pessoas, aprender a lidar
com gente que “não fala a nossa língua”, independentemente do tipo de linguagem
com que nos expressamos, numa troca entre povos, pessoas, culturas e
pensamentos, concordando-se ou não com os fatos e argumentos, a verdade é que,
quanto mais se dá (lá ele) mais se ganha. Conhecer extremos culturais, sociais,
políticos e religiosos é sempre de grande valia, por inúmeras vezes voltamos
ainda mais sólidos com nossos princípios. Imagine então sair do sul do Brasil e
ir para a Tailândia, por exemplo, existe um choque primeiramente no clima,
temperatura, umidade, além disso, os contrastes já citados são gritantes.
Dentro do nosso pensamento a lógica é: dando mais (lá ele meu pai,
misericórdia) recebe-se mais. Parece-me que essa moda pegou e saindo da
metáfora, dar pra ganhar tem valor mensurável.
Fazendo uso de linguagem vulgar,
porém totalmente apropriada, agora eu te pergunto: Quanto vale seu cabaço? –
Tem umas e outros que vão responder: “Duas doses de vodka com redbull.”, pelo
visto, tá de graça.
É que a moda agora mudou e já não
tem mais relação alguma com roupa, aliás, até tem, mas com a falta de. Somam-se
os casos de meninas direitas, fiéis e castas que gentil e caridosamente saciam
a curiosidade de um seleto grupo de rapazes em penetrar-lhe a genitália virgem.
E para tanto não são feitas grandes exigências, basta uma singela contribuição monetária,
nada que ultrapasse míseros milhões. Não que eu me incomode como usufrua cada
um do dinheiro que tem, acho apenas engraçado.
Imagine, então, apresentando à
sua família a nova namorada:
- Essa é minha nova namorada, a virgindade dela valeu mais de um milhão
de reais, mas agora por qualquer R$ 19,90 no motel da esquina ela ta me dando.
Isso só pode ser amor de verdade.
Qual mãe não ficaria emocionada
com uma nora como essa, que ama seu filho acima de tudo e nunca o trocaria por
nada ou nenhum valor? Esposa fiel, digna, incapaz de “dar pro chefe” só pra subir
de cargo. Ganhou dinheiro como puta, mas é moça pra casar. E os amigos então,
haveria felicidade maior que por R$ 50,00 num bolão faturar a namorada santinha
do colega? Já que tendo perdido o cabaço, não passaria de uma putinha bem
magrinha e sem graça, isso claro, se não fosse ela moça direita.
Em síntese, o interessante de
toda questão é que, tendo você cabaço guarde-o com apreço, o mesmo está sendo
demasiado apreciado e quando for oportuno venda-o, assim nunca precisará se
prostituir. Se tiver nascido homem como eu, empenhe-se em comprar a virgindade
de alguém, a sua não tá valendo nada.
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