sexta-feira, 2 de outubro de 2009

LUTO

E ai muzenza, cole de merma? Rapaz, dessa vez passei tempo pra mulesta pra escrever né?
É que eu tava no Brasil meu rei, invagina ai o sucesso, mas por ser um blog sem restrição de idade não poderei entrar em detalhes.

Negada, a parada hoje é séria, não venha com negocio de muito riso não que eu não sou dentista e to virado nos penteio de Judite.

Lembra daquela historia que o mulemba é um só, são duas casa, mas uma só, alegria, fuzuê e aquele lero, lero do meu bem querer? Pois bem, quebraram minhas perna, quando cheguei do Brasil tomei uma voadora nas peitchola que to tonto ate agora.

Sabe o que aconteceu?
As mulé saíram da casa....
Pooooorra fudeu.. fiquei azedo.
Fizeram uma transferência indevida e acabaram com a brincadeira. Desmobilizaram a alegria da gente, não tivemos nem direito a fazer uma avaliação. Tava superando expectativa na porra toda, agora danô-se, necessita é desenvolvimento.

Disseram que o prazo do aluguel da casa acabou. Pra cima de painho? Carcará Sanguinolento, isso foi armação. Derrepentelho veio a noticia que as danada tava de mudança. Diga ai nego véi, ta estranho não? Adianto logo que vou investigar essa zorra. Vou fazer zuada.

Ninguém agora tem ânimo pra nada – exceto pra trabalhar, tamo trabalhando no mesmo ritmo de sempre, época de crise é que nem ménage trois, se perder o ritmo a brincadeira continua sem vc -. Pense, só os zumbi, todo mundo mumificado, teve gente que já perdeu até peso. Apareceu até uma plantação diferente lá no fundo – la ele meu pai – da casa, já que a cachaça sozinha não ta dando vencimento. As vezes um acorda com os zoi tudo vermelho, pegando fogo, mas acho que é de tanto chorar.

Só restam agora as memórias. Jantar em família, filminho em família, todo mundo feliz, esbuguelando. Antes comiamos filé a parmediana, lazanha, escondidinho. Agora.. avimaria.. agora o almoço é farinha com água suja.

Meu amigo e minha amiga dona de casa, definitivamente tamo de luto.

Sabe a história de roubar doce de criancinha? É a mesma coisa, so que em vez do famigerado ladrão, a gente ta na pele da criança, sofrendo, chorando, o catarro escorrendo, a gente se esguelando. É uma falta de absurdo, um sofrimento inexorável, crabriocaricamente cruel.

Devido a tanto sofrimento, ta dando – la ele – até doença, ontem mesmo eu bebi uma garrafa de wisky de vez, sozinho, em meia hora eu tava com labirintite. Nunca imaginei que essa bebida desse esse tipo de inflamação. Aí papito, tava tudo girando, tudo na casa tava multiplicado, achei estranho, a doença te deixa tonto e dobra sua visão, fiquei preocupado. Resolvi tomar um remédio pra tontura, procurei tudo, foi quando lembrei que tinha na sacola uns comprimidos do ano passado. Olhei lá, tinha um de inflamação do ouvido e um outro lá, que eu já nem conseguia ler. Como eu não enxergava mais nada resolvi tomar o do ouvido, mesmo porque era líquido já joguei dentro de umas cervejas que tavam na geladeira, dando bobeira .

Chegou nem a dar quinze minutos e eu fiquei ruim

· A mão começou a sua suar, suou tanto que quando eu mijava era como se a descarga estivesse funcionando
· A boca tava seca, mas tão seca que a língua rachou toda, dava até pra fazer bola que nem chiclete
· O zoi tava tão trocado, que quando lacrimejava de um lado, escorria no outro.
· Eu comecei a tremer de um jeito que o celular, que tava no bolso, começou a tocar achando tava vibrando e era ligação

Anuviou tudinho, ai quando tava na ultima garrafa de cerveja lembrei de algo que poderia me ajudar, o remédio que sobrou.

Levei 42 minutos pra sair da sala pro quarto, mas também quando cheguei tomei o remédio correndo, como tava sem cerveja, resolvi mastigar. Pooooooooooooorra. Em 2 minuto eu tava bom.
Tudo ficou branquinho, um silencio, só ouvia um zunido gostoso no ouvido,o coração batendo rápido cumapeste, tudo parado, acho que o tempo parou. Ai sim, e somente assim, eu fiquei bom. Remedio milagroso, um tal de Neozine.

Mas é isso ai, tamo lascado – la ele - mas tamo levando – la ele meu pai -. Afinal de contas em briga de saci não vale rasteira, o jeito então, é deixar como ta pra ver como fica.

domingo, 13 de setembro de 2009

TEM - Tecnologia Empresarial Mulemba

E ai rebanho de misera, hoje eu to a fim de falar de empreendedorismo: regras de conduta e postura, análise de perfil e esses bereguedê todo aí. Bom, vamo pra mais um testículo – lá ele meu pai –.

Meus imprestáveis queridos, o que temos a estudar hoje é a nossa Tecnologia Empresarial, compreender nossas posturas e ambições, assimilar como vive um membro Mulembeiro.

TEM – Tecnologia Empresaria Mulemba

Regras de Conduta

· Aconteceu no Mulemba, morre no Mulemba
Papito, a coisa é simples, tudo que acontece no Mulemba fica por lá. Vai ter resenha, todo mundo da casa vai saber, mas só e somente só, esses miseravi. Entre nós, nos sacaneamos, por nós nos protegemos. Ninguém fala porra nenhuma e a negação vai pro túmulo. Mermo porque, todo mundo ta ficando com o rabo preso – melhor que rabo solto, bundinha na janela não dá –. Assim você ta sempre sacaneando e sendo sacaneado, ao passo que também encobre e é encoberto – lá ele meu pai –.

· Se não bebe, não entre
Negão, todo dia tem uma lora gelada em cima da mesa, e não é defunta, é na verdade Carlos Alberto – Carlsberg – e é pra beber, porque água parada da dengue e malária. Se não guenta o rojão, não va morar lá. Receba a galinha pulando e segure sua porra.

· Tapioca só no vaso
Nem precisa traduzir né? Essa regra é exclusiva ao lado A1 da residência. E como disse, se vc ta na SECA – ramo falar sobre isso na próxima testiculada – e tá cuspindo o que não comeu, faça isso no local adequado e dê descarga, no chuveiro é sacanagem.

· Cozinha comunitára
Mermão, se a casa não tem nada pra comer, lembre-se, a cozinha das danada é da galera, pode invadir e pegar o que tiver, e não fique de gueri-gueri não, que quem tem filho grande é elefante. Botou da dispensa, em qualquer uma das casas, é de todo mundo. Se não gostou, vá morar com o gaúcho – o cara era tão miserávi, que tinha uma gaveta na geladeira só dele, e entocava o rango –.

· Tem que gostar do rei
Negada, não tem jeito, somos um total de onze indigentes, sendo nove baianos, ou seja, gostar de axé, pagode baixaria e acima de tudo o rei Silvano Sales é imprescindível, porque basta chegar a gelada que o som liga sozinho e as porra – pressão, vou ponhá pressão mamãe –.

Se cê seguir essas regrinhas, aaaaaaaaaaaaavimaria, vai ser sucesso na Bahia meu preto.
Agora, uns detalhe de um Mulembreiro, como é que vive esse rabanho de misera

Perfil Mulembeiro:

o Um Mulembeiro tem seu fígado consumido pela cana, sempre disposto a trocar um coração por outro fígado. Mais importante que ter sangue na veia, é ter álcool.

o Um Mulembeiro é uma pessoa caridosa, sempre disposto a passar diversas noites em claro, na companhia de uma amiga, dando – lá ele – conselhos sobre seu recente término no namoro e mostrando o quanto ela merece alguém melhor.

o Um Mulembeiro sempre se acha alguém melhor – vide tópico anterior –.

o Temos sempre orgulho de nossa família e seremos sempre parciais, porra de ser justo, a onda é ser Mulemba, certo ou errado, sempre Mulemba.

o O humor Mulembeiro é constante, e quanto maior a desgraça alheia, maior é a diversão, principalmente se for com um Mulembeiro.

o Mulembeiro tem espírito Bope, tá sempre pronto pra guerra – lâmina no abdômen –.

Ambições

o As vizinhas...¹

o Galinha a parmediana

o As vizinhas...²


Negada, isso tudo ai nincima é que forma um Mulambeiro. Claro que tem muito mais, né misera, só que as parada resumidademente são essas aí. Lapada na rachada.

1, 2 – Essas ambições aplicam-se somente ao público solteiro... claro e evidente..

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

O Cubo Magico e a Polidactilia

Salve, salve meus amigos, saudade da mulesta de voces, ta bom vá, não tava com tanta saudade assim, mas já é alguma coisa. Mas isso pouco importa, o que importa é que o Banco Real da 10 dias sem juros no cheque especial.

Querida cambada, o que tenho pra dizer hoje é o relato de um acontecimento que abalou as estruturas da Machangol (Fresco não dá pra ser ne?).

Tudo começou quando nosso amigo Pinpin levou um tal de cubo mágico pra Engenharia. Pra quem tem alguma deficiência intelectual e não sabe o que é, trata-se de um cubo, com um bucado de ponto colorido misturado, que o indigente tem que desmisturar e colocar cada cor num lado, simples assim.

Pra começo de conversa naquela Engenharia só tem maluco, eu sou o mais certinho e tenho cá meus problemas, entao quando o brinquedo chegou foi um fuzuê da mulesta, todo mundo queria pegar no negocio de Pinpin – la ele meu pai –. E aquele objeto fascinante e extradimensional comecou a circular pela sala parando nas mesas. Por fim chegou a minha, me diverti com o negocio, não consegui evoluir e parei logo. Porque comigo é assim, se eu brinco e não ganho paro logo, tem graça nenhuma. Eu roubo ate jogando palavra-cruzada, vou logo no fundo – toma misera – e vejo as respostas, depois é so decalcar, bom demais.

O fato é que aquele bagulho parou na minha mesa e lá ficou. Nessa hora meu discipulo – um sergipano que tá saindo do quintal e virando baiano – falou.
“Rapaz, se Maguari aparecer ele vai quebrar esse cubo. Arriegua”

Nego vei, se praga de mãe é maldição, praga de sergipano deve ser encosto, vai tomate cru – pros vegetarianos de plantão –. Né que a misera apareceu?! Exatos oito minutos decorridos apos as palavras proféticas do meu discipulo.

Os zóios do misera brilharam quando ele viu o bichinho todo colorido lá na mesa. Esqueceu até que estava a trabalho. Pegou o cubo, com aquela mão cheinha de dedo, cada um que parecia um tentáculo, e praticamente abraçou o brinquedo.

Nesse momento desferi um olhar preocupado Paradaise, a danada tava se abrindo – cuidado mãe, se bote não – na risada, ja imaginando a tragédia. Era pedra cantada.

Eis que o novo proprietario do cubo me pergunta
“O-o-o Marcio, rapaz, quer que eu coloque um lado todo da mesma cor? Isso, isso aqui é tecnica, é faci.”
Porra véi, que pergunta sem sentido, um lado? Cole um lado até uma tia minha que nasceu morta coloca. Respondi todo carinhoso
“Porra Maguari, ta de sacanagem.. um lado não ne maluco... tem que ser todos os lados né misera!”

Qunado o ordinario tava se empolgando, entra –lá ele – noss excelentissimo diferenciado Gerente de Produção (futuro DC) – se ele ler isso aqui eu ganho uma moral da porra – adentrou ao recinto. Diga-se de passagem o mesmo tava de preto, e quando ele ta de preto, ele não ta bem.
Foi ai que o Cheio de Dedo ficou agoniado, e trimilicava todinho. Avimaria, até gaguejou.

Quando o miseravi voltou a ficar sem a presença do lider, resolveu voltar a brincar. Zorra, qualquer crança sabe que certas brincadeiras so devem ser feitas quando se está com total controle motor. Jamais brinque com um objeto fragil – como um cubo mágico, feito de chumpo e titanio – quando se está nervoso e logo apos ter levado uma comida de rabo, justamente por estar brincando com o famigerado brinquedo. Em suma, larga essa porra aí e não mexe mais.

Mas o sujeito se emplgou todo e a cada instante ficava mais violento, sabe quando vc olha e diz, vai dar merda, so que era em coro, todo mundo ja tinha notado isso. Menos ele. Foi então que Maguari começou a torcer o cubo, parecia que queria que duas cores estivessem no mesmo quadradinho, ele parou de girar o brinquedo e comecou a expremer. Cacete, era muito dedo, e a medida que o tempo passava, mais dedo aparecia, ja divia ter uns oito em cada mão. Foi quando de repente ele parou, instantaneamente.

Se aprochegou todo sem jeito, olhou pra mim sem graça e falou“Marcio, deconectou aqui”

Quanto bati o zói no brinquedo eu notei o eufemismo. Desconctou uma porra, o brinquedo tinha explodido. É como se um elefante pisasse num prato de pudim, com certeza o prato ia quebrar.

Foi então que eu respondi
“Nego véi, esse problema ce resolve com Pinpin, tenho nada com isso não, o brinquedo nem é meu... Va lá negao”

Quando aprumei as vista, Pinpin estava vermeio feito alguma coisa muito vermelha, tava quase roxo de odio. Ergueu-se da cadeira num pé só, subiu na mesa plantando bananeira e em segundos lançou-se, com todos seus cento e cachoro lascou a boca quilos pra cima de Maguari. Pense numa muquetada.

“Se nao sabe brincar nesse C******, nao pegue na P**** do brinquedo. P*** que Pariu. Vá se F****.” Esse foi o mais ortodoxo que se ouviu. É daí ladeira a baixo.
A madeira gemeu bonito. Pinpin com cara de cão.

Deu-se assim inicio à terapia do abraço. Lembra-se do coração de margarina 0% de gorura trans. Pois bem, labutei pra tirar o rancor daquela alma corrompida. Zorra deu trabalho. Mas apos muita insistencia acabei conseguindo desanuviar a tensão. E veja abaixo como tudo terminou.

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Mulemba, minha porra

E aí negada, porra nem deu tempo de sentir saudade e já to de volta.

Veja bem rebanho, esse negócio de falar de diário é coisa de mulé, então eu vou falar dos dias tudo trocado e pronto. Mesmo porque essa onda de blog não vai pra frente por muito tempo, eu mermo já to de saco cheio. To até passando o bastão, se alguém quiser meu bastão é só pegar – tome sacana -.

Bom, o fato é que não poderia iniciar essa parada de forma diferente, além de introduzir – toma misera – a família Mulemba.

Pra começo de conversa, pra quem não sabe, mulemba não tem nada haver com contrabando:
“- passa logo essa mulemba que os homi chegaro”.
Muito menos tem haver com moleza:
“- porra bateu uma mulemba agora do carai”
E também não significa a terrível brochada
“- e ai misera, vai dar no coro ou esse negocio vai ficar mulemba a noite toda?”

Mulemba é uma porra de uma casa que é de fuder negão. O lugar é virado nos penteio de Judite, só não da pra entrar em muitos detalhes, porque o blog teria que ficar restrito pra maiores – ta bom vá, exagerei na porra –

Rapaz, o fato é que na verdade mulemba são duas casas, mas na verdade a porra é uma só. Fuzuê da ninsgraça. Mermão, o mangue ta generalizado, mas é tudo organizado, cada um no seu quadrado.

Tem a casa dos cara que mora uns verme sujo gente boa da porra. Inclusive eu véi.

Mas tudo começou assim.
Eu mudei de projeto, ou seja, era de um projeto e passei pro outro projeto, deu pra entender ou quer que desenhe?
Ai me jogaram lá no Pitanga, um condomínio que tem uns miserável gente fina – deixar uma talagada aqui pra meu amigo Lucas – e me mudei, achei do carai. Porra era bom ta ligado véi?! Ruim só era no fim de semana, porque cada um tomava seu rumo e aí fudeu, eu era novo no projeto, ficava sozinho, assistia sete filmes só no domingo, overdose da porra, ia dormir zureta.

Ai vagou uma vaga lá na casa, no Mulemba, do nada. Na calada da noite, lá pra um bucado de hora, me ligaram e falaram.
“Marcio porra, tem uma vaga lá no mulemba, quer se mudar pra lá não seu corno?”
Assim, meigo desse jeito. Porra na hora fiquei animado que nem pinto na merda, e aproveitei pra dar uma valorizada no passe e fiz um charme. Porra parece que foi maldição, a parada empombou e começou a dar pra trás – lá ele meu pai – e quando vi a vaga tava quase preenchida. Penso num susto negão.
Rapaz, falei com gente pra carai, me humilhei, pedi pra porra, chorei, foi foda, mas valeu a pena. Hoje eu to morando lá – acho que nem precisava dizer isso, mas como não sei qual a espécie de gente ta lendo isso aqui (e pra ta lendo, não deve ser muito inteligente, tira-se por quem escreve), então melhor confirmar -.

Ai véi me mudei, porra a mudança foi lenha, porque não tenho mala grande, ai é como tomar banho de conta-gota e se enxugar com cotonete, tem que ter paciência. Dei – lá ele – viagem pra carai, tudo no carro-de-mão. Quando cheguei foi uma festa da zorra, neguinho gosta de mim pra carai, nunca me senti tão amado, chorei e as porra. Tanto que no dia – sábado -, fizeram uma festa pra mim, lá no cond. Horizonte Sívis, e como marco, todo sábado relembram essa data. Tem até acarajé, coisa fina.

Bom, o fato é que o Mulemba é uma família da mulesta, todo domingo a galera faz um almoço diferente, com direito a cozinheira particular e tudo, sinta o drama. E a mule cozinha bem cuma peste. Claro, tudo regado a muita cana, água que tubarão não nada e passarinho não bebe. Domingo passado mesmo teve uma panqueca, com carne de perívis, cream cheese e vinho chileno pra acompanhar. Nem sei comer essa zorra. Bom mesmo foi no primeiro domingo, carne do sol, com purê de batata e farofão.

Pra resumir, o fato é que o Mulemba é um antro de alegria, companheirismo, amizade – porra ta ficando complicado – e álcool.

Agora admita que cê ta doido pra saber onde fica, né nego véi? Sinto muito, mas isso é segredo de estado.

sábado, 5 de setembro de 2009

Nasceu a Misera

Bom pai véi, a pergunta que não quer calar: como é que nasceu essa onda de blog?

A situação toda aconteceu de repente, não mais que de repente, na verdade mais pareceu uma marretada nos peito. Sinta o drama da tetéia. Tudo começou da seguinte maneira, em plena sexta-feira, as 21:00, depois de uma maratona de trabalho da misera. Aí tava lá papai, ainda cheirosinho, quando escuto um som familiar. Logicamente era meu celular, todo dia essa zorra toca, o tempo todo e sempre do mesmo jeito. Contudo dessa vez foi bom, era um convite pra tomar uma, cortar cana no dente – la ele –.

Me piquei pro buteco, um tal de Paradaise, coisa fina, parecia um bordel, só que sem as piriga, sem as luzes e sem a zuada, mas com a piscina, essa era igualzinha, bichona cumprida, cheia das pedra rústica, água parada, cachoeirinha no canto, na penumbra, vi a hora duma mulé sair de lá se botando. E adianto logo, eu não ia considerar não. Mas não aconteceu, infelizmente era um ambiente de respeito.

Pense num fuzuê negão! Zorra, confusão retada, já cheguei e tava metade meio doida e a outra metade completamente alcoolizada. Porra só eu de sóbrio é foda, tive que pedir uma rodada de seis geladas só pra mim, e ainda tomei de bate-pronto uma destiliada, dois dedinho - do mindinho até o polegar - só pra bater o centro. Em meia hora eu já tinha gofado, pronto aí entrei no espírito da negada.

Estava eu lá tomando uma pesada iniciando os trabalhos etílicos. Estávamos numa roda - lá ele - de amigos, sendo que era eu, uns miserê do trabalho e três danada, um total de gente cumaporra. Era tanta gente que tavamo usando “Ande Fale”, para os ignorantes é Walk Talk. É papito, Marcio também é cultura lingüística.
Quando a gente pedia uma rodada de chop o garçom usava caminhão pipa pra abastecer todo mundo. Pra anotar os pedidos o miseravi usava um gravador, gastava duas fitas e ainda tinha que ouvir três vezes pra anotar direito. Sinta a pegada do negão.
O fato é que tava aquele furdúncio, quando um miserê, que aqui chamarei de Macabro para não expor o sujeito, disse que tinha um blog. Fudeu negão virou zona. E pra piorar, o blog era sobre assuntos sérios, aí dano-se, me senti no estádio, o Bahia sendo campeão brasileiro, zuada do carai, só que claro, sem o Bahia, sem o estádio, sem o minduins, sem a Bamor e sem mais uma cacetada de coisa.

Porra maluco, cá pra nós, blog é de arrombar. E cês não sabem, ele tem dois blogs e atualiza a ambos duas vezes por dia. Cacete, é atualização pra carai.
E o cabra ainda queria explicar e justificava bradando: “Só olho a noite, de dia só visito o Orkut.”
Puta que los pariu – é negão espanhol e as porra -, ainda tem a misera do Orkut que é também um blog, só que colorido, cheio de fotinha e cheio de danada. Bom, sendo assim, Orkut pode.

Agora faça as contas comigo. Dois blogs, atualizando duas vzes por dia, sempre com artigos novos e distintos, dentro das normas da ABNT, separando os temas por cor e tamanho de letra. Porra é tempo como a ninsgraça pra atualizar essa zona. Mas o ruim né isso, o pior é ouvir: “mas é só a noite, e é rapidinho”. Nessa hora eu me abstive de comentários pra evitar uma agressão física. Aí foi que empenou o miserê, isso porque teve uma meia dúzia de três ou quatro miseravi que avacalhou o processo, e sento-la marreta do sacana do Macabro, foi caderada e as porra, neguinho só bagunçando. Risada pra carai.
Rapaz pra complicar o sujeito tentava se explicar, porra parece que não leu o manual.

MSE – Manual de Sobrevivência Etílica

1. Quando você for o pato da vez, ria, concorde e espere um mole pra mudar o foco, sempre tem alguém mais otário que você.

As outras regras eu falo depois pros temas não acabarem de uma única vez.

Quanto mais ele gaguejava, mais a lâmina entrava. Mas mamãe me deu um coração margarina 0% de gordura trans, afinal de contas meu negocio é mulé mesmo. Mas ai foi que lascou, porque fiquei triste por ele,que tava lá, sorumbatico, subilesquético, macambúzio, nauseabundo – Marcio, o rei dos sinônimos – então resolvi me solidarizar.
É isso mesmo, esse blog é pra dar - lá ele meu pai - apoio ao nosso colega em questão. Agora me pergunte o que isso sidnifica!

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É pra perguntar merda.....
Ahh... agora sim

Bom, significa que nem sei pra que vai servir essa zorra e ainda digo mais, nem sei se vai passar desse topico. Entao não crie muita esperança.

Se gosta de ler a vida dos outros, escreva na terceira pessoa e vá se divertir.

Pra começo de conversa ta bom demais.

Marcio Andrade